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quarta-feira, 30 de maio de 2012

CAPÍTULO SETE

Descobertas

Gabi abriu os olhos, mas não se mexeu. Estava de bruços, com o rosto virado para o lado de Isadora, que a olhava com carinho e passava os dedos em suas costas nuas. Fazia o contorno dos desenhos em suas costas, com a ponta dos mesmos.

- Bom dia, gostosa - disse, dando-lhe um beijo no canto da boca.
- Hmmm!
- Tem alguma coisa pra comer nessa casa? - Perguntou.
- Teeemm! - Virando-se e puxando Isa pra cima de seu corpo.
- Hmmm! Linda, depois... depois. Mas agora quero outra comida.

E encostou seus lábios nos de Gabi, beijando-a. Mas interrompeu o beijo, assim que Gabi a fez abrir as pernas, colocando sua coxa no meio delas.

- Ahh!, tá certo - falou Gabi colocando Isa do lado.
- Preciso de um banho.
- O que acha de irmos ao mar?
- Acho ótima idéia, trouxe meu biquíni...
- Hmmm, já estava com segundas intenções, né?
- E você não?

Levantaram, rindo, prepararam-se e saíram. Foram até a cozinha, fizeram um lanche rápido: suco, torradas e foram para a praia.

Quando estavam descendo as escadas encontraram Pedro.

- Bom dia meninas!!! - Mostrando um sorriso malicioso.
- Bom dia Pedro - respondeu Isadora envergonhada
- Pedro, estamos indo dar um mergulho, não me espere pra almoçar certo? - Falou para o irmão, pedindo com o olhar que ele não falasse mais nada.

Ele entendeu, mas entrou rindo.

-Claro maninha.

O mar estava quente, calmo. Porém, como era domingo, tinha mais gente e a praia estava movimentada. Elas não puderam fazer o que gostariam, o que não impediu Gabi de levá-la mais para longe da praia, onde a profundidade esconderia suas mãos e, disfarçadamente, encostou-se por trás de Isadora, colocando uma mão em seu seio e outra no meio de suas pernas, por dentro do biquíni, deixando-a extremamente excitada.
- Hmm! Que delicia Gabi, você está me deixando louca, sabia?
- Vem, vamos pra casa, não quero platéia agora. Vem...

Retirou suas mãos e puxou Isa pra fora do mar.

Pegaram as toalhas, que haviam deixado na areia, passaram na ducha e voltaram. Entraram pela cozinha e encontraram Pedro, o que impediu de se agarrarem ali mesmo.

- Estou indo almoçar na Ziza - Pedro falou quando entraram e passaram por ele rapidamente.
- Certo, depois vamos, também. Tchau - e puxou Isa para o quarto.

 “Nossa!!! Vão se matar desse jeito”, pensou e saiu.

Estavam molhadas, do mar e de desejo. Foram para o chuveiro.

- Quero que você termine o que começou - falou no ouvido de Gabi, que não respondeu.

Apenas virou Isadora de costas e começou a acariciá-la da mesma forma que estava fazendo antes. Só que agora, dava mordidinhas na sua nuca, nas costas, fazendo Isadora gemer, enquanto se movia no corpo de Gabi. Assim ficaram por longos minutos e continuaram na cama.

No meio da tarde, Gabi foi até a cozinha e encheu uma bandeja das mais diversas coisas: suco, frutas, pães, torradas, etc. e levou para o quarto. Continuaram o resto do domingo entre os afagos, beijos e gozos. Conversaram sobre suas vidas e rotinas. Isadora contou a Gabi um pouco sobre sua mudança de cidade.

Já era tarde quando Isadora decidiu ir embora.

- Porque não fica?
- Acordo você amanhã cedo, prometo.
- Este é o problema, meu anjo, você me acordando.
- Daí mesmo que não saio daqui.
- Olha, vamos combinar uma coisa?
- Você me liga e a gente vê, se eu puder vir, estarei aqui no final da tarde. Senão, você vai, o que acha?
- Acho que não quero ficar longe de você.
- Nem eu. 
Beijaram-se demoradamente.

Clarice viu Isadora entrar no banco e foi em sua direção.

- Bom dia, Dona Isadora. Tentei falar com você ontem o dia todo.
- Bom dia, Clarice - respondeu com um enorme sorriso.
- Nossa, a essa hora da manhã, em plena segunda-feira, com essa empolgação toda?
- Não é empolgação, Clarice, é mais que isso, pode ter certeza - falou ainda sorrindo.
- E posso saber a que se deve? Ou melhor a quem se deve isso?
- Vou te contar tudinho, mas depois. Almoçamos?
- Claro.

Isadora se afastou em direção a mesa de Marco Aurélio e Clarice ficou olhando para ela, pensativa.

Gabi levantou cedo e foi ao mar. Ficou por algum tempo de molho, flutuando e olhando o céu, como gostava, e lembrando dos detalhes desde seu primeiro encontro com Isa. Saiu do mar com uma certeza: “estou apaixonada”.

Entrou em casa e encontrou o irmão, que se preparava para sair.

- Gabi, hoje tenho diversas coisas para fazer no centro da cidade. Pagamentos e cobranças. Acho que volto só no final da tarde. Quer ir comigo e ver sua namorada? - Disse com aquele seu sorriso malicioso.
- Namorada? - Falou rindo - Não sei se estamos namorando, mas gostei da idéia. “NAMORADA!” - repetiu.
- Tá e vai?
- Não posso Pedro, gostaria muito de vê-la sim, mas tenho três desenhos para terminar até a manhã.
- Então fui!!! - Deu um beijo em Gabi e saiu.

Gabi foi para os studio, fechou a porta e tentou se concentrar no que tinha pra fazer, mas as lembranças de Isa, nua, na sua cama, a deixavam com vontade de tê-la novamente. Assim passou seu dia: brigando com o próprio pensamento e tentando se concentrar no trabalho.

- Não tô acreditando Isa, agora você a encontrou? - Falou perplexa e desapontada.
- Foi maravilhoso, não, ela é maravilhosa, suave, linda. Quando chego perto dela fico sem ar, perco o chão. Tem os olhos mais lindos que eu já vi e um corpo que me deixa louca.
- Isa, você está apaixonada! -  decretou Clarice seriamente.

Isa a olhou e não respondeu, apenas deu um suspiro profundo e ficou pensando no que tinha ouvido.

O dia no banco passou rápido. Diversos clientes e muito trabalho, o que não impediu Isa de pensar em Gabi e de lembrar-se dos detalhes do que viveu ao lado dela no dia anterior. As lembranças daqueles momentos fizeram com que Isa decidisse que, assim que saísse do banco, iria encontrá-la. Precisava dela novamente.

- Oi!
- Oi meu anjo, sou eu.
- Que bom Isa, queria tanto falar com você, mas não quis ligar no seu trabalho.
- Pode me ligar sempre que quiser, vou adorar.
-Você vem?
- Quer que eu vá?
- Que pergunta, é o que mais quero.
- Daqui a pouco estarei aí. Beijo.
- Rápido! Não, devagar! Cuidado com o trânsito a essa hora. Beijo.

Isadora desligou o telefone rindo da forma atrapalhada como Gabi, às vezes, se comportava.

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