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quarta-feira, 30 de maio de 2012

PENÚLTIMO CAPÍTULO

CAPÍTULO VINTE

Assuntos não Resolvidos


         Os dias que seguiram foram difíceis. Isa sentia dores e Gabi a ajudava em tudo, estavam cada vez mais ligadas uma a outra e, cada vez mais, ficava difícil estarem tão próximas e ficarem somente nos beijos. Mas Gabi se controlava, às vezes, depois que Isa dormia, tomava outro banho para poder dormir.

         Depois de mais alguns dias, numa noite, deitou-se na cama com Isa e, durante um beijo apaixonado, começou a passar as mãos em seu corpo. Isa a afastou e Gabi percebeu, pelo seu olhar, que o assunto seria longo.

- Gabi, me fala sobre Luiza - fitando-a.
- Quer conversar agora? - Perguntou Gabi, tensa.
- Preciso saber... - Isadora falou.

         Gabi suspirou, sentou-se na cama, ficando de frente para Isadora, que também sentou e esperou Gabi começar a falar. Foi difícil entrar no assunto, mas Gabi olhou para Isadora, que a encorajou, e começou.

         Falou de como conheceu Luiza, da relação que mantiveram, falou que não existia nenhum tipo de comprometimento ou cobranças. Percebia, às vezes, que Isa não gostava de algumas coisas. Beijava-a e continuava. Falou do dia em que pensou em contar a ela, no seu apartamento, mas que não contou, do dia em que Luiza ligou dizendo que viria, do que aconteceu naquele dia na praia, que Isa presenciou e do que aconteceu depois que Isa foi embora. Pediu que Isa a perdoasse por não ter contado antes, por não ter resolvido de outra forma, por ter sido imatura. Isa a beijou, beijou a face em que havia dado aquele tapa. Também pediu perdão por isso, pela forma como a tratou depois, no Banco e quando veio à sua casa e a agrediu. Choraram juntas e combinaram que sempre conversariam antes de qualquer atitude impulsiva, como se isso fosse possível. Beijaram-se apaixonadamente e, pela primeira vez, falaram uma para a outra, acordadas, o que seus olhares já diziam há muito tempo.

- Eu te amo Isa!
- Também te amo, minha menina linda!

         Dormiram abraçadas, pois mesmo Gabi tentando, de todas as formas, pois estava louca de desejo e Isa também, ainda assim, Isa pediu que ela esperasse.

- Ainda não meu amor, não quero assim, quero estar inteira para você, quero poder tocá-la também.

         Gabi concordou sob protestos, mesmo assim concordou, mas dormiu com ela. Isa estava melhor, não sentia mais tantas dores e logo tiraria as bandagens.

         Pedro e Gabi aguardavam na recepção do consultório. Gabi estava tensa e Pedro tentava acalmá-la, até que viram Isadora sair, sem as ataduras e sem os curativos. Gabi não conteve o contentamento, levantou e a abraçou.

- Daqui para frente só fisioterapia, para recuperar os movimentos - falou Isa olhando para os dois, que sorriam para ela.

         Saíram do consultório e foram para casa. No caminho Isa falou que já poderia voltar para seu apartamento, Gabi ficou em silêncio, Pedro também.

         Gabi bateu e entrou, viu Isadora arrumando suas coisas, com a mala em cima da cama e algumas roupas jogadas.

- Tem certeza? - Perguntou triste.
- Tenho amor, não posso ficar aqui. Tenho minhas coisas, vou voltar a trabalhar semana que vem e...

         Não conseguiu terminar de falar, Gabi a interrompeu com um beijo longo, afastou-se e disse:

- Vem comigo - pegou sua mão e saiu do quarto, entrou no seu, fechou a porta e tomou sua boca novamente. - Quero você... agora - beijou-a novamente.

         Um beijo que era o prenúncio do amor que queria fazer com Isadora, urgente. Rapidamente, desvencilhou-se das roupas: dela e sua, empurrou-a para a cama e se deitou sobre ela, que também estava alucinada de desejo. Sua boca deslizava pelo corpo de Isadora, que respondia com gemidos e movimentos sensuais, encaixando-se em Gabi, que explorava seu corpo com uma necessidade voraz. Conduziu os braços de Isadora nas suas próprias costas, sabia que ela não tinha os movimentos totais no braço. Olhou-a por um instante e Isadora pediu baixinho em seu ouvido aquilo que Gabi mais queria ouvir e satisfez sua vontade de forma apaixonada. Isadora deixou-se invadir e Gabi tomou posse do que já era seu há muito tempo. Junto com o gozo alucinante, vieram as lágrimas. Gabi as secou com seus lábios, apertou-a junto a si e disse em seu ouvido: “te amo! nada vai tirar você de mim.”
         Alguns minutos separaram Isadora de satisfazer sua vontade. Esfregou-se em Gabi de forma sensual, beijou-a, tomou seus seios, abriu suas pernas e colocou sua mão, passando os dedos suavemente em seu sexo, sem entrar, apenas anunciando o que aconteceria. Fez Gabi gemer de vontade, puxou Isadora para si.

- Não me torture - falou entre gemidos.
- Então peça - foi a vez de Gabriela ouvir.

         Atendeu prontamente, não queria fazê-la esperar mais. Quando percebeu que Gabi estava próxima do prazer absoluto, tomou sua boca e a fez terminar num beijo longo, que não se desfez no cansaço de um gozo, renovando a chama do desejo, que as acendeu novamente, fazendo-as recomeçarem. Porém, desta vez, com mais calma.

- Agora, vou fazer amor com você - falou Gabi no ouvido de Isadora.

         Naquela noite, Isadora não conseguiu terminar de arrumar suas malas.

Um comentário:

  1. nossa q bom!!! chorei lendo, acho q estou muito carente, linda história, pena q vai acabar, me apeguei as personagens, o mesmo aconteceu quando lí a camareira rsrsrsrs

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